quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O barulho do silêncio da noite

Quando o barulho provocado pelo silêncio da noite me acalma, uma estranha tristeza invade meu peito. Engraçado ter dois sentimentos opostos assim num momento tão puro. As lágrimas enchem os olhos, mas não são suficientes para escorrer. As vezes penso que elas se acumulam, e se um dia saírem vão formar enxurrada. E essa tristeza tem motivo? Talvez até tenha, mas o motivo é o que menos importa. Parece ser importante mesmo é descarregar essa tristeza, por pra fora, na forma de momento que seja. Mas tudo isso naquele silêncio provocado pelo barulho da noite em que ninguém vê, nem percebe. E quando a noite passa, lá se foi a tristeza, a calmaria e todo aquele silêncio aconchegante que me fez confortável. Mas vem um novo dia e com ele a esperança de que essa tristeza não vai vir e que o olho não vai se encher de lágrimas, e se ela vier, novos dias virão, e essa esperança se renovará sempre... sempre a cada dia.